Cuidados Paliativos - Não É Sobre Morrer, Mas Sim Sobre Como Viver.

Apr 11, 10:03 PM
Como você reagiria se recebesse o diagnóstico de uma doença incurável? Depois do impacto inicial, Ana Michelle Soares, do @paliativas, decidiu que o câncer de mama metastático não seria o protagonista da sua vida. Por isso, decidiu realizar seus sonhos e ser feliz. "Eu me sinto curada vivendo bem. Eu faço quimioterapia. essa é a minha vida. Mas eu peço 'folga' do tratamento para viajar", conta.

Também converso com a jornalista Juliana Kunc Dantas, que se considera uma "ativista dos cuidados paliativos". Ela teve de encarar o diagnóstico da avó e do pai, o jornalista Audalio Dantas, que foram internados, que foram internados em um hospital que só cuida de doentes que não têm prognóstico de cura. Os dois não foram sedados ou submetidos a nenhum procedimento desnecessário para prolongar uma vida que não era mais possível. "A gente não perdeu contato com eles nos seus últimos momentos", explica. 

E o que há para fazer quando a medicina decreta que "não há mais nada a ser fazer"? O médico Samir Salman, diretor do Hospital Premier, explica que um bom paliativista não pode aceitar que seu paciente sinta dor. Conta, ainda, que o Brasil é um dos países onde os doentes mais sofrem na hora de morrer. Segundo ele, os cuidados paliativos nada têm a ver com eutanásia. "A gente não apressa e nem adia a morte, mas sim cuida dos pacientes com dignidade até seu último minuto de vida". 

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